quinta-feira, 21 de junho de 2007
Ação Cultural no Lami
quinta-feira, 24 de maio de 2007
“A CIDADE QUE QUEREMOS”
O futuro se constrói hoje!
Nesta 1° semana de atividades convidamos alguns segmentos que lutam pela transformação da nossa sociedade e você para discutirmos a “cidade que queremos construir”.
De 29 de Maio a 1° de Junho de 2007
No Centro de Vivências – Campus do Vale – UFRGS
PROGRAMAÇÃO
TERÇA (29/05)
9h
Oficina de Capoeira
14h
- Exibição do vídeo “Revolta da Catraca”
Debates:
15h
- Passe Livre para estudante
Convidados: Movimento Passe Livre (MPL)
16h
- Projeto “Portais da Cidade” e seu efeito sobre a população.
Convidados: Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis (MNCR) e Movimento pelo Passe Livre (MPL), Associação dos Feirantes
da Rua da Praia (ASFERAP)
19h
- Exibição dos vídeos da “Ocupação 20 de Novembro” (http://ocupacao20denovembro.blogspot.com/)
- Debate sobre Reforma Urbana
Convidados: MNLM - Movimento Nacional de Luta pela Moradia e Quilombo Silva
QUARTA (30/05)
9h
Oficina de Hip Hop
Convidado: Hip Hop 470
14h
- Economia Popular Solidária, Consumo e Sustentabilidade
- Exibição de vídeo
Convidada: Cooperativa Girassol
16h
- Frentes de trabalho
Convidado: Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD)
18h
FESTA ( com Hip Hop 470)
QUINTA (31/05)
14h
- Exibição dos vídeos “Uma outra Maria” e “Minha vida de João”
15h
- Contrução de Gênero e Violência contra a mulher
Convidadas: Jovens Multiplicadoras de Cidadania (JMC's) – THEMIS
17h
- Educando para a Diversidade
Convidado: nuances- grupo pela Livre Expressão Sexual
SEXTA (01/06)
14h
- Apresentação do projeto de Extensão “Comuniversidade”
15h
- Ações Afirmativas na Universidade
Convidado: GT Ações afirmativas - UFRGS)
16h
- Apresentação do Curso Pré-Vestibular Popular “Alternativa Cidadã”
Convidados: educadores e estudantes do projeto
17h
Apresentação do Curso Pré-Vestibular Popular “Zumbi dos Palmares”
Convidados: educadores e estudantes do projeto
Realização:
Projeto "COMUNIVERSIDADE"
MNLM- Movimento Nacional de Luta pela Moradia
Nesta 1° semana de atividades convidamos alguns segmentos que lutam pela transformação da nossa sociedade e você para discutirmos a “cidade que queremos construir”.
De 29 de Maio a 1° de Junho de 2007
No Centro de Vivências – Campus do Vale – UFRGS
PROGRAMAÇÃO
TERÇA (29/05)
9h
Oficina de Capoeira
14h
- Exibição do vídeo “Revolta da Catraca”
Debates:
15h
- Passe Livre para estudante
Convidados: Movimento Passe Livre (MPL)
16h
- Projeto “Portais da Cidade” e seu efeito sobre a população.
Convidados: Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis (MNCR) e Movimento pelo Passe Livre (MPL), Associação dos Feirantes
da Rua da Praia (ASFERAP)
19h
- Exibição dos vídeos da “Ocupação 20 de Novembro” (http://ocupacao20denovembro.blogspot.com/)
- Debate sobre Reforma Urbana
Convidados: MNLM - Movimento Nacional de Luta pela Moradia e Quilombo Silva
QUARTA (30/05)
9h
Oficina de Hip Hop
Convidado: Hip Hop 470
14h
- Economia Popular Solidária, Consumo e Sustentabilidade
- Exibição de vídeo
Convidada: Cooperativa Girassol
16h
- Frentes de trabalho
Convidado: Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD)
18h
FESTA ( com Hip Hop 470)
QUINTA (31/05)
14h
- Exibição dos vídeos “Uma outra Maria” e “Minha vida de João”
15h
- Contrução de Gênero e Violência contra a mulher
Convidadas: Jovens Multiplicadoras de Cidadania (JMC's) – THEMIS
17h
- Educando para a Diversidade
Convidado: nuances- grupo pela Livre Expressão Sexual
SEXTA (01/06)
14h
- Apresentação do projeto de Extensão “Comuniversidade”
15h
- Ações Afirmativas na Universidade
Convidado: GT Ações afirmativas - UFRGS)
16h
- Apresentação do Curso Pré-Vestibular Popular “Alternativa Cidadã”
Convidados: educadores e estudantes do projeto
17h
Apresentação do Curso Pré-Vestibular Popular “Zumbi dos Palmares”
Convidados: educadores e estudantes do projeto
Realização:
Projeto "COMUNIVERSIDADE"
MNLM- Movimento Nacional de Luta pela Moradia
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Atual situação das famílias da Ocupação 20 de Novembro
Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada...
No dia 23 de Março, as famílias do MNLM foram despejadas do prédio situado na Rua Caldas Junior com a Mauá em uma mega operação de despejo também apoiada pela prefeitura que mobilizou a EPTC para parar o trânsito. No mesmo dia, após serem expulsas do prédio as famílias se dirigiram a Prefeitura onde reuniram com representantes do governo que as encaminharam a um local provisório, uma casa abrigo que a prefeitura fechou e abandonou. A casa abandonada situada na Av. Padre Cacique, 1345 não possui telhado, portas, janelas, vasos sanitários, pias e as paredes estão quebradas. As famílias foram deslocadas para lá com o compromisso da prefeitura de encaminhar pessoas para os consertos no dia seguinte ao despejo (24/03). Outro compromisso assumido pela prefeitura foi de proporcionar transporte para as crianças irem para a escola o que também não foi cumprido, o que levou as crianças a faltarem a aula por diversas vezes.
No prédio haviam sido organizados grupos de geração de renda: padaria, serigrafia e artesanato. Na atual situação as pessoas sequer podem trabalhar e ficam dependendo da “boa vontade do governo”.
Isso mostra mais uma vez a falta de respeito que a prefeitura tem pelo nosso povo, que além de serem tratados como criminosos, mais perigosos que o próprio crime organizado, ainda são abandonados em condições sub-humanas e tratadas como bobos, enrolados e jogados de uma secretaria para outra.
Nesta semana a chuva destruiu o pouco que ainda restava estragou comida, colchões e cobertores e com a àgua foi também o que sobrava de dignidade e paciência das famílias. Após ameaça de vincular estas informações na mídia e parar a Av. Padre Cacique, a prefeitura finalmente se mecheu e rapidamente levaram 60 telhas, 13 “cobertores” e 6 cestas básicas. O que obviamente não resolve nosso problema, as telhas não cobrem metade da casa, as paredes estão quebradas e não há estrutura de sustenção. As famílias hoje enfrentam chuva, frio, vento e ainda a “cara- de- pau” dos secretários, representantes do governo, que dizem que o problema está resolvido.
As famílias querem sua dignidade de volta, necessitam de um mínimo de estrutura para voltar a trabalhar e construir sua sustentabilidade, para assim não depender mais de uma prefeitura que não cumpre sua obrigação com o povo.
No dia 23 de Março, as famílias do MNLM foram despejadas do prédio situado na Rua Caldas Junior com a Mauá em uma mega operação de despejo também apoiada pela prefeitura que mobilizou a EPTC para parar o trânsito. No mesmo dia, após serem expulsas do prédio as famílias se dirigiram a Prefeitura onde reuniram com representantes do governo que as encaminharam a um local provisório, uma casa abrigo que a prefeitura fechou e abandonou. A casa abandonada situada na Av. Padre Cacique, 1345 não possui telhado, portas, janelas, vasos sanitários, pias e as paredes estão quebradas. As famílias foram deslocadas para lá com o compromisso da prefeitura de encaminhar pessoas para os consertos no dia seguinte ao despejo (24/03). Outro compromisso assumido pela prefeitura foi de proporcionar transporte para as crianças irem para a escola o que também não foi cumprido, o que levou as crianças a faltarem a aula por diversas vezes.
No prédio haviam sido organizados grupos de geração de renda: padaria, serigrafia e artesanato. Na atual situação as pessoas sequer podem trabalhar e ficam dependendo da “boa vontade do governo”.
Isso mostra mais uma vez a falta de respeito que a prefeitura tem pelo nosso povo, que além de serem tratados como criminosos, mais perigosos que o próprio crime organizado, ainda são abandonados em condições sub-humanas e tratadas como bobos, enrolados e jogados de uma secretaria para outra.
Nesta semana a chuva destruiu o pouco que ainda restava estragou comida, colchões e cobertores e com a àgua foi também o que sobrava de dignidade e paciência das famílias. Após ameaça de vincular estas informações na mídia e parar a Av. Padre Cacique, a prefeitura finalmente se mecheu e rapidamente levaram 60 telhas, 13 “cobertores” e 6 cestas básicas. O que obviamente não resolve nosso problema, as telhas não cobrem metade da casa, as paredes estão quebradas e não há estrutura de sustenção. As famílias hoje enfrentam chuva, frio, vento e ainda a “cara- de- pau” dos secretários, representantes do governo, que dizem que o problema está resolvido.
As famílias querem sua dignidade de volta, necessitam de um mínimo de estrutura para voltar a trabalhar e construir sua sustentabilidade, para assim não depender mais de uma prefeitura que não cumpre sua obrigação com o povo.
terça-feira, 24 de abril de 2007
Onda de repressão as ocupações do MNLM em todo o estado
Nós realizamos várias ações, como a ação com mais 200 militantes na sessão da câmara de vereadores denunciando o despejo forçado na cidade, o projeto de lei de um vereador, do PP contra ocupações urbanas, falta de política habitacional para população de baixa renda ou seja investimentos em moradia popular, denunciamos a repressão e criminalização dos movimentos populares em nossa cidade, a especulação imobiliária e os vazios urbanos como também a concentração de riquezas e não cumprimento de acordos estabelecidos com o MNLM.
Também no dia 17 de abril bloqueamos umas das principais Avenida de Passo Fundo, indignados com uma decisão da justiça, que concede liminar de reintegração de posse para um especulador imobiliário, despejando 54 famílias, neste sentido ficamos 2 dois dias até que o prefeito solicitou uma reunião com a coordenação do MNLM, e sinalizou com a possibilidade de assentamento antes da ordem de despejo ser cumprida na mesma região, esta ordem que se encerra no dia 26/05.
Também no dia 17 de abril bloqueamos umas das principais Avenida de Passo Fundo, indignados com uma decisão da justiça, que concede liminar de reintegração de posse para um especulador imobiliário, despejando 54 famílias, neste sentido ficamos 2 dois dias até que o prefeito solicitou uma reunião com a coordenação do MNLM, e sinalizou com a possibilidade de assentamento antes da ordem de despejo ser cumprida na mesma região, esta ordem que se encerra no dia 26/05.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Abraço-RS e movimentos sociais ocuparam rádio do presidente da AGERT
Na última sexta-feira, 20 de Abril, militantes de 15 rádios comunitárias ligadas à Abraço, movimento negro, MNLM - Movimento Nacional de Luta pela Moradia, do MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores e do MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, vindos de 20 cidades gaúchas, formando um grupo de aproximadamente 60 pessoas ocuparam a Rádio São Roque 1480 AM, de Faxinal do Soturno.
A ocupação tinha por objetivo denunciar a perseguição sofrida pelas rádios comunitárias por parte da Anatel e contra a campanha de criminalização das emissoras comunitárias, desencadeada pela AGERT - Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão, a Abraço-RS - Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária. A ocupação da rádio São Roque que pertence ao presidente da AGERT, Roberto Cervo, "Melão" ocorreu às 09 horas e 20 minutos e durou até as 11 horas. Os manifestantes leram manifesto da Abraço, denunciando a perseguição da Anatel, que, só no Rio Grande do Sul, fechou 244 rádios comunitárias em 2006. A mesma agência que reprime as emissoras comunitárias, se omite em relação as 209 rádios comerciais que estão com a outorga vencidas no estado. Após a leitura do documento foi aberta a palavra para as entidades presentes se manifestarem.
Os manifestantes foram encaminhados a delegacia e liberado as 16:30h.
Abaixo segue o manifesto, na íntegra.
Piratas são eles! Basta de tirania. Liberdade na Comunicação!
O movimento pela democratização da comunicação sofre, nestes últimos anos, o aumento da repressão do Estado. A cada dia, no mínimo, uma rádio comunitária é fechada pelo aparato repressivo, no Brasil. Enquanto isso, nos corredores do poder, em Brasília, articula-se o golpe final ao movimento de rádios comunitárias com a implementação do padrão IBOC (In-Band-On- Channel) de rádio digital. Assim, estamos diante da possibilidade, cada vez mais real, de exclusão tecnológica. Essa tecnologia, desenvolvida pelos EUA, está a serviço dos interesses dos grandes empresários do setor. A última ofensiva da radiodifusão comercial é uma campanha, dizendo que fazer apoio cultural (nome técnico de anúncio, na lei que rege o setor) em uma emissora comunitária é o mesmo que comprar um carro roubado. Não bastasse isso, ainda, difundem a mentira que rádio comunitária derruba avião. Defeitos em transmissores podem gerar uma freqüência diferente em qualquer um e entrar na faixa destinada à aeronaves. Assim, é mais provável que uma rádio comercial venha a derrubar avião, em função da potência de seus transmissores ser centenas ou milhares de vezes superior à das RadCom. Grupos empresariais, preocupados somente com lucro, são os únicos que recebem gordas verbas públicas de publicidade do governo, dominam as rádios, veiculam só o que lhes interessa e detêm o poder sobre a opinião pública, exercendo um verdadeiro oligopólio sobre os meios de comunicação, proibido pela Constituição Federal de 1988. As rádios comunitárias do Rio Grande do Sul, realmente comprometidas com as questões das comunidades, sofrem forte repressão do governo federal e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicaçõ es) e são perseguidas pela ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e AGERT (Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão). Somente no ano de 2006, foram fechadas no Rio Grande do Sul, 244 emissoras comunitárias. Militantes foram presos, transmissores lacrados, equipamentos roubados e gente de bem foi tratada como bandido perigoso. Enquanto isso, de cada três rádios comerciais gaúchas, duas estão com a outorga vencida, totalizando 209 emissoras piratas de verdade, algumas há mais de 10 anos. Assim, 70% das rádios comerciais, detentoras de concessão pública e recebendo verbas estatais, são simplesmente ilegais. Para nós, basta! O Rio Grande, que nunca se rendeu, está em pé de guerra contra esta farsa legal e a tirania da Anatel e do Ministério das Comunicações! A ação de hoje é uma resposta direta ao coração da AGERT. Roberto Cervo, "Melão" (seu presidente), é o proprietário da Rádio São Roque 1480 AM, de Faxinal do Soturno. O porta-voz do oligopólio grita aos quatro ventos, em defesa de seus parceiros. É por isso que estamos aqui, ocupando-a. Se as verbas públicas de propaganda fossem cortadas, a maioria das emissoras comerciais iria à falência. A digitalização, implantando um padrão caríssimo e anti-nacional, é mais um exemplo do crime de lesa pátria. "Melão" defende o padrão digital IBOC. É o padrão mais caro de todos, e quem vai pagar a conta é o povo, que é extorquido através de 50 % de impostos em tudo que consome ou produz, recebendo, em troca, serviços públicos de péssima qualidade. As rádios comunitárias estão unidas e pedem o apoio da população na nossa luta por uma comunicação livre e comprometida com as necessidades da nossa gente. Pauta de reivindicações permanentes - Abraço RS a.. Fora Hélio Costa b.. Interromper imediatamente os testes do IBOC c.. Fim da repressão às rádios comunitárias d.. Pela implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital - SBTVD (e não do japonês) e do Sistema Brasileiro de Rádio Digital - SBRD (e não do estadunidense) e.. Parar campanha da Agert contra as rádios comunitárias! Piratas são eles! f.. Outorga por decreto para as rádios referendadas pela Abraço-RS g.. Cancelamento das multas e arquivamento dos processos contra nossas emissoras h.. Financiamento público para as rádios comunitárias que respeitem o Código de Ética da Abraço i.. Construir uma nova legislação para RadCom e um novo marco regulatório para a comunicação j.. E, para isso, realizar a 1ª. Conferência de Nacional pela Democratização da Comunicação, com representação somente dos movimentos populares e da comunidade acadêmica k.. Fechar todas as rádios comerciais com outorga vencida l.. Propaganda pública somente para as TVs e Rádios Públicas e Estatais! Chega de xfinanciar o monopólio com nosso imposto! m.. Liberação do pagamento das taxas do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - de direitos autorais sobre músicas) para as rádios comunitárias n.. TV comunitária em canal aberto para cada cidade o.. Transmissão de 70% de produção de conteúdo local, com ênfase nos direitos humanos, especialmente nas causas da libertação da mulher, dos indígenas e do negro! p.. Liberação para as RadCom transmitirem em rede q.. Construção de um Conselho Deliberativo de RadCom ligado ao Executivo Federal e com maioria de representantes dos movimentos populares!
PORQUE SÓ A LUTA DECIDE! PORQUE SOMENTE O POVO EM MARCHA TRAÇA SEU CAMINHO! PORQUE O POVO TEM VOZ! PORQUE TODOS OS DIAS FAZEMOS DESOBEDIÊNCIA CIVIL E COMUNICAÇÃO POPULAR! PORQUE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA É ANTENA NO AR, O BAIRRO FALANDO E O POVO EM MARCHA! PORQUE NOSSA CLASSE MERECE UMA ABRAÇO LUTADORA!
Ocupar, resistir, transmitir! Sempre!
A ocupação tinha por objetivo denunciar a perseguição sofrida pelas rádios comunitárias por parte da Anatel e contra a campanha de criminalização das emissoras comunitárias, desencadeada pela AGERT - Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão, a Abraço-RS - Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária. A ocupação da rádio São Roque que pertence ao presidente da AGERT, Roberto Cervo, "Melão" ocorreu às 09 horas e 20 minutos e durou até as 11 horas. Os manifestantes leram manifesto da Abraço, denunciando a perseguição da Anatel, que, só no Rio Grande do Sul, fechou 244 rádios comunitárias em 2006. A mesma agência que reprime as emissoras comunitárias, se omite em relação as 209 rádios comerciais que estão com a outorga vencidas no estado. Após a leitura do documento foi aberta a palavra para as entidades presentes se manifestarem.
Os manifestantes foram encaminhados a delegacia e liberado as 16:30h.
Abaixo segue o manifesto, na íntegra.
Piratas são eles! Basta de tirania. Liberdade na Comunicação!
O movimento pela democratização da comunicação sofre, nestes últimos anos, o aumento da repressão do Estado. A cada dia, no mínimo, uma rádio comunitária é fechada pelo aparato repressivo, no Brasil. Enquanto isso, nos corredores do poder, em Brasília, articula-se o golpe final ao movimento de rádios comunitárias com a implementação do padrão IBOC (In-Band-On- Channel) de rádio digital. Assim, estamos diante da possibilidade, cada vez mais real, de exclusão tecnológica. Essa tecnologia, desenvolvida pelos EUA, está a serviço dos interesses dos grandes empresários do setor. A última ofensiva da radiodifusão comercial é uma campanha, dizendo que fazer apoio cultural (nome técnico de anúncio, na lei que rege o setor) em uma emissora comunitária é o mesmo que comprar um carro roubado. Não bastasse isso, ainda, difundem a mentira que rádio comunitária derruba avião. Defeitos em transmissores podem gerar uma freqüência diferente em qualquer um e entrar na faixa destinada à aeronaves. Assim, é mais provável que uma rádio comercial venha a derrubar avião, em função da potência de seus transmissores ser centenas ou milhares de vezes superior à das RadCom. Grupos empresariais, preocupados somente com lucro, são os únicos que recebem gordas verbas públicas de publicidade do governo, dominam as rádios, veiculam só o que lhes interessa e detêm o poder sobre a opinião pública, exercendo um verdadeiro oligopólio sobre os meios de comunicação, proibido pela Constituição Federal de 1988. As rádios comunitárias do Rio Grande do Sul, realmente comprometidas com as questões das comunidades, sofrem forte repressão do governo federal e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicaçõ es) e são perseguidas pela ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e AGERT (Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão). Somente no ano de 2006, foram fechadas no Rio Grande do Sul, 244 emissoras comunitárias. Militantes foram presos, transmissores lacrados, equipamentos roubados e gente de bem foi tratada como bandido perigoso. Enquanto isso, de cada três rádios comerciais gaúchas, duas estão com a outorga vencida, totalizando 209 emissoras piratas de verdade, algumas há mais de 10 anos. Assim, 70% das rádios comerciais, detentoras de concessão pública e recebendo verbas estatais, são simplesmente ilegais. Para nós, basta! O Rio Grande, que nunca se rendeu, está em pé de guerra contra esta farsa legal e a tirania da Anatel e do Ministério das Comunicações! A ação de hoje é uma resposta direta ao coração da AGERT. Roberto Cervo, "Melão" (seu presidente), é o proprietário da Rádio São Roque 1480 AM, de Faxinal do Soturno. O porta-voz do oligopólio grita aos quatro ventos, em defesa de seus parceiros. É por isso que estamos aqui, ocupando-a. Se as verbas públicas de propaganda fossem cortadas, a maioria das emissoras comerciais iria à falência. A digitalização, implantando um padrão caríssimo e anti-nacional, é mais um exemplo do crime de lesa pátria. "Melão" defende o padrão digital IBOC. É o padrão mais caro de todos, e quem vai pagar a conta é o povo, que é extorquido através de 50 % de impostos em tudo que consome ou produz, recebendo, em troca, serviços públicos de péssima qualidade. As rádios comunitárias estão unidas e pedem o apoio da população na nossa luta por uma comunicação livre e comprometida com as necessidades da nossa gente. Pauta de reivindicações permanentes - Abraço RS a.. Fora Hélio Costa b.. Interromper imediatamente os testes do IBOC c.. Fim da repressão às rádios comunitárias d.. Pela implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital - SBTVD (e não do japonês) e do Sistema Brasileiro de Rádio Digital - SBRD (e não do estadunidense) e.. Parar campanha da Agert contra as rádios comunitárias! Piratas são eles! f.. Outorga por decreto para as rádios referendadas pela Abraço-RS g.. Cancelamento das multas e arquivamento dos processos contra nossas emissoras h.. Financiamento público para as rádios comunitárias que respeitem o Código de Ética da Abraço i.. Construir uma nova legislação para RadCom e um novo marco regulatório para a comunicação j.. E, para isso, realizar a 1ª. Conferência de Nacional pela Democratização da Comunicação, com representação somente dos movimentos populares e da comunidade acadêmica k.. Fechar todas as rádios comerciais com outorga vencida l.. Propaganda pública somente para as TVs e Rádios Públicas e Estatais! Chega de xfinanciar o monopólio com nosso imposto! m.. Liberação do pagamento das taxas do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - de direitos autorais sobre músicas) para as rádios comunitárias n.. TV comunitária em canal aberto para cada cidade o.. Transmissão de 70% de produção de conteúdo local, com ênfase nos direitos humanos, especialmente nas causas da libertação da mulher, dos indígenas e do negro! p.. Liberação para as RadCom transmitirem em rede q.. Construção de um Conselho Deliberativo de RadCom ligado ao Executivo Federal e com maioria de representantes dos movimentos populares!
PORQUE SÓ A LUTA DECIDE! PORQUE SOMENTE O POVO EM MARCHA TRAÇA SEU CAMINHO! PORQUE O POVO TEM VOZ! PORQUE TODOS OS DIAS FAZEMOS DESOBEDIÊNCIA CIVIL E COMUNICAÇÃO POPULAR! PORQUE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA É ANTENA NO AR, O BAIRRO FALANDO E O POVO EM MARCHA! PORQUE NOSSA CLASSE MERECE UMA ABRAÇO LUTADORA!
Ocupar, resistir, transmitir! Sempre!
Solidariamente, Coordenação Estadual da Abraço-RS Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária
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acões do MNLM,
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